Uma leitura completa do que cada elemento do seu perfil diz — antes de qualquer palavra, antes de qualquer post, antes de qualquer decisão de seguir ou não.
Antes de qualquer ajuste, é preciso ver o perfil como a audiência o vê. Não como a profissional que conhece o próprio trabalho — mas como uma pessoa que chegou agora e tem 3 segundos para decidir se fica.
Antes de pensar em qual foto tirar, é preciso entender para que a foto serve — e o que ela precisa comunicar. Não existe foto certa em abstrato. Existe foto coerente com o que você quer que a audiência sinta, perceba e conclua nos primeiros 3 segundos.
Não existe foto neutra. Toda foto comunica algo — mesmo quando você não planejou o que ela diria. A diferença entre uma foto intencional e uma casual é que na intencional você escolheu a mensagem. Na casual, ela se formou sozinha.
Não existe percepção certa ou errada — existe coerência ou incoerência com o posicionamento que se quer construir. Primeiro você decide o que quer comunicar. Depois você decide como.
A questão não é o que pode ou não pode usar. É o que aquela escolha específica comunica — e se isso serve ao que você quer dizer.
A seguir, cada imagem lida pelos seus elementos — não pelo que deveria ser, mas pelo que comunica. O exercício é: olhe para a foto antes de ler a análise e pergunte o que você está sentindo. Depois leia. Com o tempo, essa leitura começa a acontecer automaticamente.
O campo "nome" do Instagram é indexado pelo algoritmo de busca. Isso significa que quando alguém digita "harmonização Petrópolis" ou "rejuvenescimento RJ", o Instagram usa esse campo para decidir quem aparece. Mas além de aparecer na busca, esse campo também é a primeira frase que a paciente lê ao chegar no perfil — e ela precisa comunicar duas coisas ao mesmo tempo: quem você é e o que você faz.
Ser encontrado por quem busca o que você oferece. Ser lido por quem chega e em 2 segundos entender com quem está falando. E posicionar — comunicar especialidade, não generalidade.
Na busca, o observador vê: a foto de perfil, o handle, e o nome. Em menos de 2 segundos decide se clica ou passa. O nome precisa dizer imediatamente o que essa pessoa faz — e para quem.
A seguir, exemplos de como o campo "nome" pode ser estruturado para diferentes especialidades. Observe como cada opção comunica uma coisa diferente — e atrai públicos diferentes:
Nenhuma dessas opções é certa ou errada em si. Cada uma é certa ou errada em relação ao posicionamento que se quer construir, ao resultado que se quer entregar e ao público que se quer atrair. A pergunta que define a escolha é: qual é a especialidade que você quer que seja a sua principal referência de busca e de percepção?
A bio tem uma função muito específica: fazer com que a pessoa que chegou ao perfil — e que ainda não sabe se vai ficar — decida ficar. Ela não é um currículo. Não é uma lista de serviços. É a resposta para a pergunta que toda nova visita faz sem perceber: "isso é para mim?"
Antes de escrever qualquer coisa na bio, responda: quem é a paciente ideal que você quer atrair? Qual é a dor ou o desejo dela? E qual é o resultado que você entrega que resolve isso? A bio é a resposta para essas três perguntas — em 150 caracteres.